Por volta dos 40 anos, Bruno Alves, interpretado por Reinaldo Rodrigues, é abalado pela morte da mulher que sempre amou. Estre drama somado à perda do emprego leva o homem a uma tristeza profunda. Quando a única saída que consegue ver é o suicídio, Bruno se depara com O Livro dos Espíritos, obra basilar da doutrina espírita na qual o longa é totalmente baseado.
Bruno começa, então, uma jornada em busca da sua felicidade a partir da compreensão dos mistérios da vida, abordando questões existenciais, como de onde viemos, para onde vamos e as relações entre os mundos espiritual e material.
O Filme dos Espíritos ainda traz no elenco nomes como Nelson Xavier, Sandra Corveloni, Etty Fraser, Ana Rosa, além da participação de Luciana Gimenez.
A história de O Sexto Sentido tem início quando o Dr. Malcolm Crowe e sua esposa Anna estão comemorando um prêmio que ele acaba de receber do prefeito de Filadélfia por sua brilhante atuação no campo da psicologia infantil. É então que Vincent, um antigo paciente do Dr. Malcolm (que considera o rapaz seu maior fracasso do ponto-de-vista terapêutico), invade sua casa e o fere, se matando em seguida. Um ano se passa e o Dr. Crowe luta para recuperar sua auto-confiança. Ele agora está tratando de um garoto de nove anos chamado Cole Sear, um menino retraído que diz ver coisas e que, para desespero de sua mãe, parece viver em eterno pânico. Assim, através do filme vamos acompanhar o relacionamento que vai sendo estabelecido entre Malcolm e Cole e o distanciamento que surge entre o psicólogo e sua esposa - que, para seu desespero, está prestes a se entregar a um novo romance. É justamente o enfoque dado a estes quatro personagens (Malcolm, Anna, Cole e sua mãe) que torna O Sexto Sentido tão apavorante: ao tornar o espectador íntimo de seus protagonistas, Shyamalan faz com que realmente nos importemos - e temamos - por eles. Mas não é só isso: o trabalho de câmera deste jovem diretor também é extremamente hábil, especialmente nas seqüências que se passam no interior do apartamento em que o garoto vive: ligeiras oscilações nos enquadramentos nos transmitem a impressão de que aquela pequena família é observada constantemente pelos espíritos que perturbam Cole. Além disso, o tom da narrativa torna-se ainda mais assustador graças à inteligente fotografia de Tak Fujimoto, que explora com habilidade o estilo gótico de alguns pontos da arquitetura de Filadélfia, onde a história se passa. O roteiro é inteligente, repleto de detalhes tão sutis que a vontade que fica, após o término do filme, é tornar a assisti-lo a fim de tentar compreendê-lo em toda a sua magnitude. Nenhuma informação é gratuita e muitas delas passam desapercebidas até que, de repente, percebemos que algo relevante havia sido dito há muito tempo, levando-nos a recapitular tudo o que se passou até então, numa tentativa deliciosa de remontar o intrigante quebra-cabeças proposto pela trama. As atuações dos protagonistas são simplesmente brilhantes, destacando-se o trabalho desempenhado pelo garotinho Haley Joel Osment, possuidor de um talento que não deixa nada a dever para veteranos. Sua composição de personagem revela não só uma precocidade impressionante, como também uma profunda responsabilidade profissional - é evidente que ele mergulhou sem reservas na criação do perturbado Cole. Suas pausas, seus olhares e suas inflexões são sempre efetivas em cada cena, contribuindo para tornar seu implausível personagem completamente verossímil para o espectador. Mas grande parte do crédito deve-se a Bruce Willis, pois sua química perfeita com Osment é vital para o envolvimento definitivo da platéia. Sua frustração em função do colapso de seu casamento é transmitida com grande sensibilidade, em especial no momento em que ele fala sobre o assunto para Cole naquela que é uma das cenas mais emocionantes de O Sexto Sentido. Enquanto isso, Toni Collette também comove ao retratar a assustada Lynn, mãe de Cole. Seu desespero por não compreender o que está afetando o garoto só é igualado por suas freqüentes tentativas de levá-lo a relaxar. Merecem destaque, também, as presenças marcantes de Olivia Williams, como a esposa de Malcolm (embora sua participação seja pequena), e de Donnie Wahlberg, como o perturbado Vincent. Mesclando características de diversos gêneros, O Sexto Sentido não pode ser descrito meramente como um suspense, pois não é capaz apenas de nos assustar: as lágrimas e os risos (estes mais esporádicos e de fundo nervoso) também estão presentes durante toda a projeção.
Será que o Universo teve um começo? Aconteceu mesmo um Big Bang? O que é Espaço? Para onde nos leva a mecânica quântica? Caberá o Universo inteiro dentro de uma molécula da mente humana? O que é Deus? Poderá o homem participar da criação do mundo? Plantas e animais têm alma? Estas e outras tantas questões atuais têm sido na verdade, levantadas por estudiosos ao longo de toda a história da humanidade.
Esta coleção busca respostas na análise das teorias de filósofos clássicos, incluindo Pitágoras, Platão, Sócrates, Anaxágoras, Aristóteles e Plotino, sobre o "início do mundo". Além de astrofísica, matemática e teologia, tanto da Grécia quanto de conceituadas universidade internacionais.
As circunstâncias e consequências em torno das relações sexuais praticadas pela humanidade são analisadas nessa obra e servem como ilustração prática para nosso entendimento e aprimoramento.
Os temas abordados giram em torno de amor, compromisso, liberdade, consciência, família, etc.
Ótima oportunidade para adentrar num assunto tão complexo, controvertido e influente em nosso cotidiano.
Escrito no séc. IV a.C., há cerca de 2.500 anos, por Sun Tzu, um general e estratega militar chinês, o livro "A Arte da Guerra" continua ainda hoje a ser admirado como fonte de ensinamentos na área da estratégia. De facto, muitos consideram "A Arte da Guerra" como a origem do próprio conceito de estratégia. Apesar de ser um tratado puramente militar, os conselhos e ensinamentos de Sun Tzu são perfeitamente adaptáveis ao mundo das empresas e dos negócios; basta para isso olhar para a concorrência como o inimigo e para o mercado como o campo de batalha.
Documentário que quebra um tabu de 40 anos ao trazer à luz uma questão que silenciosamente abastece nossas mais prementes crises ambientais, humanitárias e sociais - o crescimento da população. Em 2011 a população mundial atingiu 7 biliões, um aumento alarmante de sete vezes desde que alcançamos o primeiro bilião há 200 anos.
A questão populacional esteve no topo da agenda internacional, sendo uma das mais importantes no primeiro Dia da Terra e o assunto de livros best-sellers como "A Bomba Populacional". Desde os anos 60 a população mundial quase dobrou, somando mais de 3 biliões de pessoas. Ao mesmo tempo, falar sobre a população tornou-se politicamente incorrecto devido à sensibilidade das questões que cercam o tema, como religião, economia, planeamento familiar e desigualdade de género No entanto, é uma questão que não podemos dar ao luxo de ignorar.
Hoje, quase 1 bilião de pessoas ainda sofrem de fome crónica apesar da Revolução Verde que tem alimentado biliões, e que em breve entrará em crise devido a disponibilidade cada vez menor de seus principais ingredientes, o petróleo e a água. Combinado com o nosso apetite voraz por recursos naturais, o crescimento populacional está colocando uma carga sem precedentes sobre o sistema do qual dependemos, por nos recusamos a encarar o fato de que mais pessoas é igual a mais problemas.
O filme ilustra tanto o consumo excessivo como a desigualdade na questão do crescimento população, seguindo Beth, uma mãe e uma activista dos direitos das crianças, que descobre as complexidades dessa questão espinhosa. Beth - que vem de uma grande família americana, e que adoptou uma filha nativa da África - viaja para a Etiópia, onde ela encontra Zinet, a filha mais velha de uma família extremamente pobre de 12. Zinet encontrou a coragem de se libertar de barreiras culturais milenares, e o encontro delas vai mudar Beth sempre.
Fundamentado nas teorias de cientista social Riane Eisler, o filme se esforça para não culpar, mas para educar, para iluminar um caminho diferente para a humanidade. Superpopulação é apenas um sintoma de um problema ainda maior - um "sistema de dominação" que na maior parte da história humana tem glorificado a dominação do homem sobre a natureza, do homem sobre a criança e do homem sobre a mulher. Para quebrar esse padrão, o filme demonstra que devemos mudar nossa mentalidade. E o primeiro passo é elevar o status das mulheres em todo o mundo.
Noam Chomsky nasceu em Filadélfia em 1928 de família judia ucraniana. Desde cedo se aproximou das idéias libertárias de pensadores judeus como Martin Buber, Gershom Scholem e da tradição dos emigrantes anarco-sindicalistas. Professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), aos 30 anos já era internacionalmente famoso pelas suas pesquisas em lingüística e suas teorias revolucionárias sobre estrutura da linguagem: a gramática generativa.
Aquele que podia ter sido um pacato e famoso professor universitário, não compactuou, no entanto, com o poder. Tal como havia feito nos anos 30 - quase criança- manifestando sua solidariedade aos libertários espanhóis vítimas do fascismo de Franco, nos anos 60 foi um dos principais intelectuais presentes na oposição à guerra do Vietnã participando também das lutas dos direitos civis que abalaram o establishment norte- americano. Chomsky mostrou como um intelectual pode viver duas vidas: a dum cientista brilhante e a do engajamento nas causas sociais. A partir daí podemos encontrar ao lado da obra do famoso lingüista, as análises ácidas do analista independente capaz de escrever Os Novos Mandarins, Ano 501: A Conquista Continua ou As Ilusões Necessárias: O Controle do Pensamento nas Sociedades Democráticas. Uma obra que se estende por mais de cinqüenta livros traduzidos em todo o mundo.
A maior parte do seu tempo fora do MIT e da pesquisa universitária é gasto dando conferências para grupos comunitários e alternativos por toda a América do Norte. Para ele compromisso social é isso: defesa da liberdade, da justiça e da autonomia dos cidadãos. Essa radical generosidade tanto se manifesta na oposição à arrogância imperial norte-americana, quanto na solidariedade aos palestinos -ele que é um judeu-, ou no apoio à causa do povo maubere de Timor, essa ilha perdida na Oceania, onde se fala o português.
De forma desconcertante, desmontando os discursos dos intelectuais e especialistas da sociedade do espetáculo, Chomsky afirma: "Para analisar as ideologias, basta um pouco de abertura de espírito, de inteligência e um cinismo saudável. Todo o mundo é capaz de fazê-lo. Temos de recusar que só os intelectuais dotados de uma formação especial são capazes de trabalho analítico. Na realidade, isso é o que alguns nos querem fazer querer..."
Talvez por essa sua independência, sua autonomia, Noam Chomsky tem sido um intelectual suspeito para a esquerda dogmática, até porque sua visão libertária sempre o fez duvidar dos caminhos autoritários do socialismo de estado. Nos anos 80 afirmava: "Para a esquerda, a queda da tirania soviética foi uma alegria e uma pequena vitória. Sempre é positivo que desapareça uma forma de opressão." Talvez por isso sua obra seja tão herética para as grandes editoras dos EUA, quanto para as confrarias da esquerda brasileira. Por essa razão a dificuldade de encontrar algumas das obras fundamentais de Chomsky em língua portuguesa, e também por isso o silêncio na universidade brasileira em relação ao mais conhecido e influente pensador norte-americano, contrastando com a omnipresença dos mais medíocres pensadores da ortodoxia marxista.
Mas pensar independentemente na sociedade de massas, onde os mídia domesticam o pensamento e fabricam os consensos -essa é opinião de Chomsky- é talvez o maior desafio dos intelectuais da nossa época. "O cidadão só tem uma maneira de defender-se do sistema de propaganda: o de adquirir algum controle sobre sua vida, vencendo o isolamento e organizando-se", "as idéias da livre associação, do controle popular das instituições e de derrubada das estruturas autoritárias são o caminho da liberdade e da democracia."
Segundo Chomsky a "fabricação de ilusões necessárias para a gestão social é tão velha como a história." mas, foi a partir do começo do nosso século com o autoritarismo comunista e fascista que se criou o atual "modelo de propaganda" onde a instrumentalização dos cidadãos se faz através dos mais poderosos meios de manipulação de massas criados até hoje pelo o homem: a imprensa, o radio e a televisão.